Vale de Santo António: A maior reserva de solo municipal tem de reforçar o número de casas para as necessidades de habitação.

O plano de urbanização do Vale de Santo António – que é a maior reserva de solo municipal ainda disponível – tem de responder às carências crescentes de habitação na cidade. É preciso salvaguardar desde o início a dimensão habitacional pública na intervenção a realizar, bem como retirar as menções diretas a usos hoteleiros. Ler mais

Defendemos a não revogação das limitações ao Alojamento Local

alojamento local

Porque a falta de habitação é uma das maiores dificuldades das famílias em Lisboa defendemos hoje a
não revogação das limitações ao Alojamento Local, não revogação das limitações aos vistos gold e ao regime de residentes não habituais.
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As contas de 2023 mostram como foi insuficiente o investimento dos Novos Tempos nas áreas críticas para a cidade

As contas de 2023 mostram como foi insuficiente o investimento dos Novos Tempos nas áreas críticas para a cidade – já achávamos que as verbas eram curtas para as necessidades no orçamento e plano de atividades, mas a execução no final do ano ainda ficou aquém. Ler mais

Saiu o Colina #2

O Jornal dos Cidadãos Por Lisboa

É um espaço de opinião dos nossos associados, vizinhos, amigos sobre diversos temas da actualidade e não só.
Sem regularidade, sai quando sai, mas temos sempre coisas para dizer.
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Colina #2 / Editorial | Paula Marques

“Não há bandeira sem luta, não há luta sem batalha.”

Quando comecei a pensar neste editorial, mil frases, mil ideias me vieram à cabeça.
Surgiu-me um punhado de frases, umas do foro pessoal, outras do nosso cancioneiro revolucionário ou ainda palavras de ordem que fazem parte do nosso património coletivo. Frases ou pensamentos como “tenho a idade do 25 de abril”, “nunca podemos dar os direitos conquistados como adquiridos”, “as portas que abril abriu”, “25 de abril sempre, fascismo nunca mais!”, “estás desiludido com as promessas de abril?” e tantas outras. E pus-me a pensar no seu significado para além da frase feita… E da importância de termos a consciência do que querem dizer.
E nesta busca, parei no Zeca…E não por acaso na canção “Teresa Torga”.
As palavras “Mulher na Democracia, não é biombo de sala” e “não há bandeira sem luta, nem há luta sem batalha”, têm bailado nos meus lábios nos últimos tempos.

Colina #2 | António Avelãs

O Povo é quem mais ordena?

Foi o povo quem criou a “revolução dos cravos”, dando ao golpe militar dos capitães de Abril uma dimensão que o “golpe” não tinha, apesar das nobres intenções que o sustentavam.

A assunção da dinâmica transformadora da ação popular, simbolicamente traduzida na oferta pelos populares dos cravos aos militares revoltosos e de imediato sublinhada na enorme comemoração do 1º de Maio, corporizou-se em processos de participação que, sem recusar o apoio e a intervenção das forças políticas, transbordaram na criação, por iniciativa própria, das comissões de moradores, na dinâmica das cooperativas de habitação, na Reforma Agrária, na revitalização dos clubes de bairro, etc. Quem não se sente emocionado (e talvez triste) ao recordar o hino à participação popular que é a canção “Os índios da Meia Praia” de José Afonso?

Colina #2 | Sandra Elvas

Nós os filhos de abril, o que fazemos com a nossa LIBERDADE?

Cresci a ouvir falar da liberdade, de direitos, de conquistas, de como era viver na ditadura, o medo, a fome e como foi começar a trabalhar com 10, 11 e 14 anos. Ouvi as histórias vividas, contadas e lembradas de tempos que só trazem boas memórias por serem memórias de adolescência e inicio de idade adulta, numa liberdade tão ansiada.

Colina #2 | Daniela Serralha

Liberdade e Democracia 50 anos depois

Vivemos tempos desafiantes. Nos últimos anos, temos vindo a assistir ao crescimento de partidos de direita radical na maior parte dos países europeus e um pouco por todo o mundo. Estes movimentos pretendem restituir, sob novas vestes, velhas ideias que ameaçam a democracia e os direitos humanos.

Colina #2 | João Afonso

Democracia. Política para pessoas sem abrigo nos 50 anos do 25 de abril de 1974

A pessoa em situação de sem abrigo é uma condição de cidadania só possível em democracia. É um paradoxo, pois uma sociedade democrática devendo garantir as condições de vida digna para todos os cidadãos, também é a única que permite a sua absoluta liberdade de escolha; em ditadura esta condição é reprimida, muitas vezes proibida ou mesmo criminalizada. A condição de sem abrigo é, portanto, um ónus da nossa condição, uma responsabilidade para o qual temos de procurar resposta para evitar a sua existência ou minorar as suas consequências nos nossos concidadãos.

Colina #2 | Maria João Pica

As Revoluções

Em 1776, os EUA prometiam autodeterminação e liberdade, mas deixaram para trás comunidades marginalizadas, especialmente os negros. A Revolução Americana foi traída. Poucas décadas depois, a Revolução Francesa traiu-se também: trouxe promessas de igualdade, mas acabou em tirania, sem beneficiar escravos e mulheres. Trotsky considerou que a Revolução Bolchevique tinha sido traída nas suas bases por Stalin.

Em Portugal, o 25 de Abril trouxe a Revolução dos Cravos e, na Checoslováquia, a Revolução de Veludo foi relativamente pacífica. Václav Havel emergiu como presidente, mas acabou desiludido com a divisão das nações. Em “The Power of the Powerless”, Havel define a verdadeira revolução como a transformação da consciência humana. No entanto, mesmo sem derramamento de sangue, todas as revoluções são traídas de alguma forma.