Saiu o Colina #2

O Jornal dos Cidadãos Por Lisboa

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Colina #2 / Editorial | Paula Marques

“Não há bandeira sem luta, não há luta sem batalha.”

Quando comecei a pensar neste editorial, mil frases, mil ideias me vieram à cabeça.
Surgiu-me um punhado de frases, umas do foro pessoal, outras do nosso cancioneiro revolucionário ou ainda palavras de ordem que fazem parte do nosso património coletivo. Frases ou pensamentos como “tenho a idade do 25 de abril”, “nunca podemos dar os direitos conquistados como adquiridos”, “as portas que abril abriu”, “25 de abril sempre, fascismo nunca mais!”, “estás desiludido com as promessas de abril?” e tantas outras. E pus-me a pensar no seu significado para além da frase feita… E da importância de termos a consciência do que querem dizer.
E nesta busca, parei no Zeca…E não por acaso na canção “Teresa Torga”.
As palavras “Mulher na Democracia, não é biombo de sala” e “não há bandeira sem luta, nem há luta sem batalha”, têm bailado nos meus lábios nos últimos tempos.

Colina #2 | António Avelãs

O Povo é quem mais ordena?

Foi o povo quem criou a “revolução dos cravos”, dando ao golpe militar dos capitães de Abril uma dimensão que o “golpe” não tinha, apesar das nobres intenções que o sustentavam.

A assunção da dinâmica transformadora da ação popular, simbolicamente traduzida na oferta pelos populares dos cravos aos militares revoltosos e de imediato sublinhada na enorme comemoração do 1º de Maio, corporizou-se em processos de participação que, sem recusar o apoio e a intervenção das forças políticas, transbordaram na criação, por iniciativa própria, das comissões de moradores, na dinâmica das cooperativas de habitação, na Reforma Agrária, na revitalização dos clubes de bairro, etc. Quem não se sente emocionado (e talvez triste) ao recordar o hino à participação popular que é a canção “Os índios da Meia Praia” de José Afonso?

Colina #2 | Sandra Elvas

Nós os filhos de abril, o que fazemos com a nossa LIBERDADE?

Cresci a ouvir falar da liberdade, de direitos, de conquistas, de como era viver na ditadura, o medo, a fome e como foi começar a trabalhar com 10, 11 e 14 anos. Ouvi as histórias vividas, contadas e lembradas de tempos que só trazem boas memórias por serem memórias de adolescência e inicio de idade adulta, numa liberdade tão ansiada.

Colina #2 | Daniela Serralha

Liberdade e Democracia 50 anos depois

Vivemos tempos desafiantes. Nos últimos anos, temos vindo a assistir ao crescimento de partidos de direita radical na maior parte dos países europeus e um pouco por todo o mundo. Estes movimentos pretendem restituir, sob novas vestes, velhas ideias que ameaçam a democracia e os direitos humanos.

Colina #2 | João Afonso

Democracia. Política para pessoas sem abrigo nos 50 anos do 25 de abril de 1974

A pessoa em situação de sem abrigo é uma condição de cidadania só possível em democracia. É um paradoxo, pois uma sociedade democrática devendo garantir as condições de vida digna para todos os cidadãos, também é a única que permite a sua absoluta liberdade de escolha; em ditadura esta condição é reprimida, muitas vezes proibida ou mesmo criminalizada. A condição de sem abrigo é, portanto, um ónus da nossa condição, uma responsabilidade para o qual temos de procurar resposta para evitar a sua existência ou minorar as suas consequências nos nossos concidadãos.

Colina #2 | Maria João Pica

As Revoluções

Em 1776, os EUA prometiam autodeterminação e liberdade, mas deixaram para trás comunidades marginalizadas, especialmente os negros. A Revolução Americana foi traída. Poucas décadas depois, a Revolução Francesa traiu-se também: trouxe promessas de igualdade, mas acabou em tirania, sem beneficiar escravos e mulheres. Trotsky considerou que a Revolução Bolchevique tinha sido traída nas suas bases por Stalin.

Em Portugal, o 25 de Abril trouxe a Revolução dos Cravos e, na Checoslováquia, a Revolução de Veludo foi relativamente pacífica. Václav Havel emergiu como presidente, mas acabou desiludido com a divisão das nações. Em “The Power of the Powerless”, Havel define a verdadeira revolução como a transformação da consciência humana. No entanto, mesmo sem derramamento de sangue, todas as revoluções são traídas de alguma forma.

Colina #2 | Paula Gil

A nossa liberdade é nossa

Abri o livro “Identidade e Família” e tinha lá dentro uma sardinha para quatro.
“Era uma vez um país” onde as pessoas estavam muito empobrecidas e sussurravam em vez de falar. Um país onde a realidade era muito boa para poucos, muito injusta para quase todos e muito cruel para alguns.

A educação “enquadrava”, ou seja, condicionava pela doutrinação da escola que era, sobretudo, inculcação de valores: formava-se a consciência e a integração na ordem social através da ideologia e doutrinação moral.

Colina #1 — O Jornal dos Cidadãos por Lisboa

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Colina #1 | Paula Marques

E se trocássemos umas ideias sobre cooperar? Por Paula Marques Estamos a celebrar 48 anos de Liberdade, de conquistas fundamentais como o direito de associação, liberdade de expressão, direitos laborais, saúde pública, habitação, educação. Liberdade de…