
O que aconteceu ontem no Elevador da Glória é uma catástrofe sem precedentes em Lisboa. Perderam-se 16 vidas, dezoito pessoas ficaram feridas, seis das quais em estado grave. É um número que nos choca e nos revolta, mas acima de tudo que nos enche de tristeza.
O Elevador da Glória não é apenas um postal turístico. É um equipamento de mobilidade da cidade, usado diariamente por quem cá vive e trabalha, tal como todos os outros transportes que nos ligam e nos servem. O que aconteceu não pode ser tratado como uma tragédia distante ou excecional: foi uma falha que atingiu diretamente a vida de lisboetas.
Hoje, o nosso pensamento está com as vítimas, com as famílias e amigos que vivem um luto insuportável, e com os feridos que continuam a lutar pela vida. A todas as equipas de socorro que responderam com coragem e humanidade, o nosso mais profundo agradecimento.
O tempo do luto e da memória vem primeiro. Mas não podemos aceitar que um património histórico e um serviço de mobilidade essencial à cidade sejam postos em causa por falta de investimento, de manutenção ou de responsabilidade. Esse tempo chegará, e aí teremos de ser implacáveis.
Lisboa merece segurança. Lisboa merece respeito.