Sobre o Orçamento Municipal e Plano para 2025

Os Novos Tempos têm tido por prática apresentar, ano após ano, orçamentos que propagandeiam níveis de investimento inéditos que depois sofrem inúmeras alterações orçamentais. Alteram prioridades, adiam intervenções fundamentais, deixam a cidade sem respostas. Até porque orçamento não é sinónimo de obra no terreno.

Investimentos como o Plano Geral de Drenagem estão com mais de um ano de atraso e apresentam um descontrolo superior a 40M €, sendo um dos exemplos da incapacidade de gestão que o executivo de Carlos Moedas tem demonstrado na materialização das promessas feitas, tanto em termos de intervenção como de manutenção da cidade.

Isto é visível também nos transportes, onde os maiores investimentos são atirados para 2026 e 27. Sem falar da Habitação, onde medidas anunciadas já passaram para 2030 nas sucessivas alterações orçamentais feitas ao longo do ano e que são o espelho verdadeiro dos Novos Tempos. As respostas à população derrapam, com Moedas a optar pela devolução do IRS para quem menos precisa (perdendo receita estrutural de 77 M€), e pela injeção de dinheiro desproporcional em grandes eventos, como a Web Summit, que só num dia custa mais que a edição inteira do programa de parcerias locais BIP-ZIP. 4 dias de Web Summit custam quase tanto como 1 ano de apoio às pessoas em situação de sem-abrigo.

O que determina a nossa posição face ao Orçamento Municipal e às Grandes Opões do Plano são as opções fundadas na igualdade e justiça social, na participação democrática, na racionalidade urbanística e ambiental. CPL não se revêm nas opções políticas e forma de gerir a Cidade dos Novos Tempos.