
Os Novos Tempos têm tido por prática apresentar, ano após ano, orçamentos que propagandeiam níveis de investimento inéditos que depois sofrem inúmeras alterações orçamentais. Alteram prioridades, adiam intervenções fundamentais, deixam a cidade sem respostas. Até porque orçamento não é sinónimo de obra no terreno.
Investimentos como o Plano Geral de Drenagem estão com mais de um ano de atraso e apresentam um descontrolo superior a 40M €, sendo um dos exemplos da incapacidade de gestão que o executivo de Carlos Moedas tem demonstrado na materialização das promessas feitas, tanto em termos de intervenção como de manutenção da cidade.
Isto é visível também nos transportes, onde os maiores investimentos são atirados para 2026 e 27. Sem falar da Habitação, onde medidas anunciadas já passaram para 2030 nas sucessivas alterações orçamentais feitas ao longo do ano e que são o espelho verdadeiro dos Novos Tempos. As respostas à população derrapam, com Moedas a optar pela devolução do IRS para quem menos precisa (perdendo receita estrutural de 77 M€), e pela injeção de dinheiro desproporcional em grandes eventos, como a Web Summit, que só num dia custa mais que a edição inteira do programa de parcerias locais BIP-ZIP. 4 dias de Web Summit custam quase tanto como 1 ano de apoio às pessoas em situação de sem-abrigo.
O que determina a nossa posição face ao Orçamento Municipal e às Grandes Opões do Plano são as opções fundadas na igualdade e justiça social, na participação democrática, na racionalidade urbanística e ambiental. CPL não se revêm nas opções políticas e forma de gerir a Cidade dos Novos Tempos.